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Badejo
Parentes próximos das garoupas, os badejos são peixes de grande valor comercial, devido ao apreciado sabor de sua carne. Eles atingem grandes dimensões: podem ultrapassar um metro de comprimento e 90 kg. Contudo, a espécie mais comum, o badejo Mira, o menor de, não cresce tanto. Ele atinge pouco mais de meio metro e quatro quilos.  Veja a foto
Badejo Quadrado
Parente da garoupa, porém com um corpo mais esguio. Também podem chegar a grandes tamanhos, 50 kg ou mais. São um pouco mais agressivos que as garoupas, atacando iscas artificiais com mais frequencia, inclusive no corrico. Porém a forma mais comum de pescá-los é também com iscas naturais e material pesado.  Veja a foto
Barracuda
Muito comuns, em vários habitats, de canais de mangue a pleno mar aberto, onde são pelágicos. Usualmente na coluna de água, da superfície a pouca distância do fundo, predadores por excelência, comem principalmente peixes. Em certas regiões os grandes adultos habitam águas rasas, por vezes com menos de 2 metros, junto a canais, bancos de areias e manguezais.Em mar aberto são vistos próximos da superfície e até 200 metros.

Muito comuns ao redor de ilhas e próximo a costões. Os maiores exemplares geralmente solitários ou em pequenos grupos. Ja exemplares com cerca de 1 metro formam grupos de algumas dezenas, observados na região da arrebentação, de vez em quando um deles arremetendo contra cardumes de peixes menores mais no raso e depois voltando para o grupo. Ao largo, junto a plataformas de petróleo ou parcéis, formam grupos de 3 - 10 peixes, grandes, à espreita. Usualmente imóveis, flutuando na água, são capazes de rapidíssimos movimentos. A despeito da má reputação, há menos de 30 casos de ataques ao homem, a enorme maioria em águas túrbidas, atraídos por objetos brilhantes, ou atacando peixes arpoados e pendentes do cinto de caçadores submarinos. Curiosos, aproximam-se do mergulhador, mas não se deve alimentá-los, uma mordida errada pode levar a mão...Quando a presa que perseguem é maior do que podem engolir, cortam-na ao meio.Ainda conforme Peixes da Costa Brasileira, seu corpo é alongado, pouco alto, algo comprimido. Cabeça grande, maxilar poderoso, ultrapassa a margem anterior do olho e tem dentes caninos, alguns impressionantes. As nadadeiras dorsais são bem separadas, a anterior com origem após a origem da pélvica. A peitoral ultrapassa origem da pélvica. A nadadeira caudal é furcada. De cor cinza-azulado a verde no dorso, flanco prateado, ventre branco. Algumas manchas negras irregulares no flanco, evidentes. 18 - 22 faixas, oblíquas, escuras e nem sempre distintas no dorso. Nadadeiras escuras, sendo a caudal com pontas brancas. Jovens com 2cm são brancos com faixa escura longitudinal que se transforma em série de 7 - 12 manchas quadradas e alongadas com a idade, desaparecendo aos 15 cm aproximadamente. Atinge até 2 metros e 48 kg., geralmente um pouco menores.

A sua carne é apreciada, mas os grandes adultos podem ser extremamente tóxicos em função de comerem peixes que se alimentaram, direta ou indiretamente, de dinoflagelados tóxicos. Ja a pesca esportiva fascina, especialmente dos grandes peixes, praticada com corrico em mar aberto e com varas e carretilhas, pesadas, em águas costeiras e ao redor de ilhas. A técnica preferida é a de localizar o peixe e arremessar a isca (peixe vivo ou morto, e artificial como "plugs" e colheres) além dele, recolhendo a linha com alguma rapidez, de forma errática, e aumentar rapidamente a velocidade, quando a fisgada acontece. Muita luta e saltos espetaculares são constantes, mas cuidado ao embarcar, continua mordendo até morrer.  Veja a foto
Bonito Oceânico
Peixe da família dos atuns, sendo igualmente rápidos e fortes. Costumam nadar em grandes cardumes, atacando peixinhos na superfície em águas abertas. Quando fisgados tomam vários metros de linha e só se entregam após estarem completamente exaustos. São fisgados com iscas artificiais variadas e também com fly.  Veja a foto
Cação Frango
São peixes costeiros, desde estuários, baías, praias e mesmo rios, até a beira da plataforma continental, além de 500 metros de profundidade. Associados ao fundo, comem camarões, moluscos e peixes pequenos e formam cardumes pouco numerosos. No verão são mais comuns em águas rasas, migrando para o fundo no inverno. Vivíparos, os filhotes, de 2 a 6, nascem com 25 a 30 cm de comprimento. Ainda conforme Peixes da Costa Brasileira são comuns e inofensivos.

Tem o corpo alongado, focinho muito longo. Os seus sulcos labiais são muito desenvolvidos no canto de ambos maxilares. A sua segunda nadadeira dorsal tem origem à frente do centro da anal. Já a peitoral chega ao centro da base da primeira dorsal, quando deprimida no corpo. Os seus dentes são lisos, sem serrilhas, alargados e voltados para trás. A sua cor é marrom-acizentada, com reflexos dourados na região superior. Branco inferiormente. Dorsais e caudal com margens enegrecidas. Atinge até 1 metro, geralmente 80 cm.A sua carne é relativamente comum no mercado comercial, até por ser um peixe muito abundante. A pesca esportiva pode ser interessante com material leve e usando isca de Sardinha ou Lula, próxima do fundo, pois oferece resistência moderada. É encontrado no Atlântico Ocidental, Bahamas e Caribe, incluindo costas da América Central, ao Uruguai.  Veja a foto
Caranha
Ocorre do Amapá ao Paraná. É mais encontrado em áreas rochosas e de recifes de corais, podendo entrar nos estuários até as áreas de água doce. A cor varia de acordo com a profundidade em que vive e pode ser parda-esverdeada, róseo-escuro ou parda-avermelhada; mas sempre com cabeça e boca grandes; a caranha pode chegar a um metro e a 60 Kg.  Veja a foto
Carapeba
Peixe de águas tropicais e subtropicais. Alimenta-se de algas e pequenos invertebrados. Pode ser encontrado também em água salobra. É comumente pescada na nossa região no período da noite, geralmente em pesca embarcada, próximo a ilhas e costões rochosos. Aparece em cardumes e quando a primeira é ferrada, logo muitas outras virão.  Veja a foto
Cavala
A sua carne é excelente, mas eventualmente tóxica, seja por Ciguatera, seja por sua rápida deterioriação nas zonas tropicais. Tem grande importância comercial e esportiva, sendo capturado das mais diversas formas, até pelo seu variado habitat. No verão, junto a ilhas, costões e recifes, cai em redes de espera, é pescado com arremessos de praia, costão e barco, em corrico, ancorado ou a deriva. Os peixes maiores são espetaculares na pesca oceânica, onde o método de pesca é o mesmo do Agulhão-Bandeira. Os menores mais comuns, próximo a costa, podem ainda ser capturados com camarão vivo. A profundidade varia, da superfície a cerca de 50 metros, cada uma exigindo técnica diversa.  Veja a foto
Cherne
Outro parente da garoupa. O Cherne pode chegar a tamanhos monstruosos, mais de 100 kg, porém os peixes deste tamanho geralmente habitam águas bem fundas na margem da Plataforma Continental. Os Chernes encontrados próximo de Ilhabela geralmente são menores, mas mesmo assim grandes o suficiente para a maioria dos pescadores, em média 20 a 70 kg.  Veja a foto
Dourado
Peixe de águas oceânicas que se aproxima de Ilhabela durante o verão, embora alguns dourados permaneçam na região durante todo o ano. Podem chegar a mais de 30 kg, porém a média dos peixes que chegam próximo da costa vai de 2 a 12 kg. São muito esportivos, pulam muito durante a briga e tomam vários metros de linha. Costumam se agregar em baixo de qualquer coisa flutuando em águas abertas, como árvores mortas, algas, tambores, sujeira, etc. Algumas vezes também são encontrados caçando peixinhos bem próximo dos costões. Atacam muito bem iscas artificiais e flies.  Veja a foto
Enchova
É talvez o peixe esportivo mais comum e o mais pescado em Ilhabela. Podem chegar a mais de 15 kg, embora a média seja entre 1 a 7 kg. Costumam caçar peixinhos próximo aos costões aonde o mar bate com força, porém também são encontradas sobre parcéis, em água aberta e também ao longo de praias e às vezes até em baías. Os maiores exemplares costumam habitar regiões mais fundas, geralmente sobre um parcel. São muito agressivas e proporcionam uma briga espetacular. A forma mais comum de pescá-las é com o arremesso de iscas arificiais, porém o fly também funciona, bem como outras técnicas. São abundantes durante o ano todo.  Veja a foto
Garoupa
Peixe que vive próximo à tocas e esconderijos no fundo, geralmente um parcel de pedras ou um barco afundado. Podem atingir mais de 40 kg, sendo relativamente comum a captura de exemplares com até 20 kg, ou mais. Se alimentam de peixes, crustáceos e moluscos. Para sua pesca é necessário equipamento pesado e muita força do pescador, que não pode deixar que a garoupa nade de volta à sua toca. A pesca com isca natural é a mais comum, embora também possam ser capturadas em iscas artificiais de fundo, como o Jumping Jig.  Veja a foto
Mangona
É comum nas águas rasas meridionais do Brasil, nos meses quentes, sendo sua captura dificultada pelos dentes afiados, capazes de atorar anzóis e empates menos resistentes, contudo não é agressivo, atacando apenas quando ferido. A sua carne brancacenta é muito saborosa e é capturado comercialmente com espinhéis. De pouco interesse na pesca esportiva. Caçadores submarinos encontram-no em águas claras e rasas da costa e de ilhas e podem ser grandes oponentes. É encontrado no Mediterrâneo e Atlântico, no Ocidental desde o Maine até a Argentina. Também chamado de cação-de-areia, cação-mangona, caçoa, mangonga, ground shark, sand shark, dientuso.  Veja a foto
Marlin Azul/ Blue Marlin
É o peixe mais cobiçado da pesca oceânica, veloz, briguento, com seu dorso azul-cobalto e seu bico assustador, o Marlin Azul virou símbolo de tudo que o mar tem de desafio, mistérios e aventura. Peixe oceânico que habita águas azuis, limpas e quentes. Costuma nadar sozinho e é encontrado com mais freqüência nas regiões de Vitória, Guarapari , Salvador, Ilhéus, Cabo Frio e Ilhabela.  Veja a foto
Olhete
Peixe muito esportivo, encontrado em cardumes próximo aos costões e sobre parcéis. São muito fortes e proporcionam uma briga inesquecível, principalmente se fisgado no arremesso de iscas artificiais ou mesmo fly. Em média pesam de 3 a 7 kg, porém exemplares maiores não são raros.  Veja a foto
Olho de Boi
Parente do Olhete, porém maior. Podem pesar ao redor de 50 kg, a média é de 7 a 15 kg. São extremamente fortes e atacam com voracidade iscas artificiais. Habitam as regiões próximo aos costões, parcéis e barcos afundados.  Veja a foto
Parati
Os paratis são encontrados em pequenos a grandes grupos nadando em águas calmas. Alimentam-se de algas e microorganismos encontrados no lodo e na areia. Elas costumam se misturar com cardumes de Tainhas, peixe da mesma familia com a mesma alimentação habitat, e características físicas. A única diferença é o tamanho pois o parati é bem menor.  Veja a foto
Pargo
O pargo e uma das especies de maior interesse comercial, devido a qualidade de sua carne. Ele vive em fundos de rochas, de corais ou de areia - desde a costa ate proximo da borda da plataforma continental - em profundidades que variam de 10 a ate mais de 200 metros. Seu corpo e ovalado e sua boca e pequena, provida de series de dentes, com pontas arredondadas. A cor rosa é inconfundivel.

Freqüenta desde o extremo Norte até o Espírito Santo. É em geral capturado e vendido juntamente com as siobas ou ciobas (lutjanus analis), de quem é difícil diferenciar. Já foi de grande importância para a pesca e exportação do Nordeste -onde ocorre em maior quantidade- perdendo esta condição em função da falta de adaptação ao mercado que exige hoje peixe fresco em substituição ao filet congelado de outrora. Já teve problemas com os estoques. Hoje as capturas são baixas.  Veja a foto
Peixe Espada
Peixe bastante comum que vive em cardumes, em águas da beira-mar, seja em baías, mangues ou estuários, situando-se em profundidades intermediárias que não passam dos 50 metros. São extremamente vorazes, comendo peixes, moluscos, crustáceos, etc. À noite se aproximam mais da costa, em especial das praias. Em função de seus dentes, todo o cuidado deve ser tomado no seu manuseio. Na primavera e verão, os seus cardumes atingem maiores proporções, ocasião em que penetram em águas mais calmas para a reprodução.

As Espadas tem o corpo muito longo, em forma de fita, com um focinho longo e pontudo. A sua boca é bastante grande, tendo os seus caninos bastante acentuados. De cor prata, com o dorso mais escuro, variando de marrom a preto, e alguns reflexos dourados na cabeça. Chega a atingir 2kg e pesar 4kg. Sua carne, apesar da grande quantidade de espinhas, é bastante apreciada. A sua pesca esportiva encontra praticantes em grande quantidade, tanto no uso de iscas naturais como de artificiais. A isca mais utilizada é a sardinha, normalmente cortada ao meio e colocada num empate com garatéia ou dois anzóis. Já as iscas artificiais mais usadas, são as de meia águas, como as Bomber, quando utiliza-se normalmente a técnica do corrico. Quando é encontrado um cardume, não é raro pegar-se dezenas delas. Todo o cuidado é pouco na hora da retirada dos anzóis.

As Espadas são encontradas no Oceano Atlântico desde Massachusetts até a Argentina.  Veja a foto
Pesca do Papa Terra (betara)
Menticirrhus americanus, conhecido como papa terra ou betara, é um dos peixes mais cobiçados pelos pescadores de praia, que gostam não só de brigar com eles, como também de prepará-lo e, principalmente, comê-lo.

O peixe acontece em todo o litoral brasileiro, sendo que, do Amapá ao sul do Rio de Janeiro é um pouco mais freqüente. O papa terra tem um corpo alongado e a particularidade de apresentar uma "barbicha" na parte de baixo da boca. É um peixe de escamas e de cor prateada com algumas manchas escuras pelo corpo, principalmente no dorso. Sua barriga é branca e não costuma ultrapassar 60 cm de comprimento e 1,5 kg de peso. Sua cabeça forma uma espécie de meia lua com o corpo. Pode ser encontrado com mais facilidade nos canais da arrebentação em praias arenosas ficando os mais jovens em águas rasas e os adultos em águas mais profundas, mas normalmente próximos à praia. É mais comum pescá-los quando o vento está nordeste ou este, sendo que costumam se afastar com o vento sudoeste. Alimentam-se de moluscos e crustáceos, além de pequenos peixes e animais que ficam expostos pelo movimento das ondas. Os que habitam as regiões estuarianas são mais escuros e vorazes. A pesca do papa terra ocorre em todas as estações do ano, entretanto, preferem águas mais aquecidas. São nadadores rápidos e brigam bastante quando ferrados. O uso de equipamento de ação leve a média é o ideal para sua captura. Deve ser usada linha de 6 a 10 libras, sendo que aconselhamos para sua pesca a linha 0.25 e os chicotes 0.20. Os anzóis podem ser pequenos, ou seja, entre o 11 e o 18. Os maiores podem cair até mesmo em anzóis 1/0 ou 2/0, mas seu uso torna a pescaria mais difícil e seletiva. Quando fisgado, tenta se livrar com arranques para trás e para o fundo, portanto, não devemos, em momento algum, deixar folga na linha enquanto puxamos. Devemos notar que a boca do peixe é voltada para baixo, o que é a característica de peixes que buscam no fundo seu alimento. Como todos os da mesma caraterística, devemos usar na pesca os chicotes com pernadas que possibilitem o anzol ficar bem perto do fundo, ou próximo dele. Para isca deve-se usar camarão (vivo ou morto), minhoca de praia e moluscos. Pedaços de pequenos peixes podem ser eficientes, entretanto não aconselhamos.

Nunca use aço na sua captura, pois, além de desnecessário, afugenta o peixe. Os chicotes devem ter pernadas superiores a 30 cm. A chumbada é mais eficiente se colocada na ponta da linha. Há pescadores que usam a chumbada antes do girador e um pequeno pesinho em cada anzol para mantê-los no fundo. Tenho visto pegarem bons exemplares desta forma.

A carne do papa terra é muito saborosa e de fácil preparo. Pode ser servida como moqueca, peixada comum e até mesmo frita ou à milanesa. Temperá-lo com limão, sal, alho e cebola é o suficiente. Podemos também, após fritá-lo ou assá-lo, derramar sobre a carne um molho de manteiga com alcaparras. Pra quem gosta, uma cervejinha é um bom acompanhamento, mas prefiro degustá-lo com uma bela garrafa de vinho branco.  Veja a foto
Pescada Cambucu
Em linhas gerais esse peixe tem as mesmas características da Pescada-Amarela, mas encontradas geralmente no mar, entre 2 e 80 metros e ao largo de áreas estuarinas. Jovens comuns junto a praias e mesmo em manguezais.  Veja a foto
Robalo Flecha
Um dos grande campeões da pesca esportiva, o Robalo é um peixe costeiro que vive em águas rasas de recifes, ilhas, e principalmente na época de reprodução em baías, canais, estuários, mangues, lagoas e rios costeiros. A sua tolerância a alteração da salinidade está relacionada com o seu processo reprodutivo, uma vez que o Robalo procura o deságüe de rios no mar para concluir o seu ciclo reprodutivo. Vorazes, alimentam-se de peixes e crustáceos, sendo os camarões a sua grande especialidade. São vistos em fundos de areia, sob lajes e recifes, no meio das raízes do mangue, em poços e ao redor de bancos de ostras. Não gostam de água fria, e aproveitam o movimento das marés e correntes para atacar as suas presas, principalmente na vazante, quando os peixinhos do mangue são arrastados das raízes do mangue para locais mais fundos. Este talvez seja o motivo que em muitos canais o reponto da maré, na baixa, seja o melhor momento para se pescar o Robalo.

Que a sua carne é excelente é quase de conhecimento geral, servindo inclusive para pratos internacionais como o sashimi. Para o pescador esportivo, ele é um dos grandes campeões dos mares. Na forma comparativa o Robalo está para saltwater como o Tucunaré está para freshwater. Na Florida, devido a leis bastante rigorosas, a pesca do robalo é quase que sempre feita na técnica do "catch and release".  Veja a foto
Robalo Peva
Não gostam de águas frias, com menos de 16 graus, pelo que são muito mais abundantes no verão. Aproveitam movimentos de marés e correntes para atacar peixinhos, que são arrastados das raízes do mangue para locais um pouco mais fundo, na vazante. Canais com bordas rasas são repletos de robalos comendo peixes bênticos no fundo e, nas margens, siriris, camarões e paratis. Reproduzem-se do meio do verão até final do outono.

Tem ótima carne e é muito apreciado. Entretanto, sua importância é muito maior para o pescador esportivo, pela espetacular luta que proporciona. Forma de pesca semelhante ao do Robalo-Flecha.  Veja a foto
Sailfish
O Sailfish é uma espécie marinha extremamente esportiva que leva o sinônimo de agulhão-bandeira, ou peixe vela, alcançam até 3 m e até 110 Kg de peso. Vivem em mar azul.

Peixes extremamente velozes, arisco e desconfiado ao atacar a isca. Costuma andar aos pares e em pequenos grupos, com grande poder de impulsão, costumam saltar a grandes alturas quando fisgados. Época de captura de outubro a fevereiro.
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Sardinha
A Sardinella brasiliensis, mas conhecida como sardinha é importante para a economia pesqueira das regiões Sudeste e Sul onde se localiza a totalidade da indústria conserveira deste pequeno pelágico. Seus estoques tem diminuído e a tecnologia de captura empregada na maioria dos casos é ultrapassada. O conceito de peixe de primeira, arbitrário, não tem nada a ver com qualidade. Custam mais os difíceis de pescar, com menos espinhos, tamanho grande e raros. A pequena e abundante sardinha, portanto, é barata apesar de deliciosa. E voltou a nadar em cardumes numerosos pelo litoral norte. Nada que se compare à fartura de trinta anos atrás, quando era praticamente gratuita no cais do porto de qualquer cidade. A sardinha verdadeira, ou Sardinella aurita, vive no Atlântico e Mediterrâneo. Existem outras espécies, como a savelha, cascuda e da laje. Pertence a esta ordem a pequena manjuba, de corpo quase transparente, e uma lista prateada de ponta a ponta. Frita, é servida como tira-gosto nos quiosques à beira mar.  Veja a foto
Sororoca
Peixe da família das cavalas. Costumam formar cardumes à procura de peixinhos. São muito rápidos e vorazes. Podem chegar a mais de 5 kg, embora a média fique entre 1 a 3 kg. Atacam muito bem iscas artificiais e flies. 
Tarpon
Para muitos pescadores em todo o mundo, o tarpon é o troféu mais sonhado. O tamanho descomunal que atinge - pode chegar a 2 m de comprimento e mais de 100 Kg - a força, a incomparável beleza e os incríveis saltos, de até dois metros fora da água, são apenas alguns dos atributos que tornam este peixe tão desejado. Até os dez quilos, eles são chamados "baby tarpons".

A carne do tarpon não apresenta qualidade para consumo, portanto todos os exemplares capturados devem ser soltos.  Veja a foto
Xaréu
Peixe esportivo de meia agua, com peso médio de 6 kg, atingindo até 25 kg em especies solitárias oceânicas. Nada normalmente em cardumes a meia agua proximo a rochedos e lages oceânicas sempre contra a corrente da maré. É pescado com sardinhas ou lulas soltas na corrente da maré.

Já foram cercados por redes cardumes com mais de 1500 exemplares. Sua carne é considerada boa e a briga para embarcá-lo também.  Veja a foto
Xaréu Amarelo
O xaréu amarelo é considerado por muitos como um dos peixes mais fortes de águas costeiras, além de terem grande resistência. Costumam nadar em cardumes à procura de peixinhos ao redor dos costões, parcéis, barcos afundados e águas abertas. Também são encontrados em ambientes estuarinos. Podem pesar mais de 20 kg, porém a média fica entre 2 a 6 kg. Atacam com grande voracidade iscas artificiais e flies também.  Veja a foto
Xaréu Olhudo
Parente próximo do xaréu amarelo, porém menores. Podem chegar a pouco mais de 6 kg, sendo que a média fica entre 1 a 3 kg. São muitos fortes e proporcionam uma grande briga se fisgados em material leve.  Veja a foto
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